Solanáceas

no Brasil

BEM  VINDO

Pretende-se com base nas pesquisas realizadas, por meio de Banco de Dados Bibliográficos e Sites,  divulgar o resultado dos estudos morfológicos, taxonômicos e biogeográficos sobre as espécies da família Solanaceae Juss. nom. conserv., em especial, as que ocorrem no Brasil, focalizando o desenvolvimento científico desse grupo de plantas.

As Solanáceas no Brasil representam, neste Site, o desejo de se difundir conhecimentos científicos alcançados através de séculos de pesquisas e, que ainda hoje, são considerados insuficientes para as interpretações filogenéticas do grupo.

Por meio dos estudos de morfologia e sistemática das angiospermas nativas e cultivadas no Brasil, G.M. Barroso e pesquisadores convidados, auxiliados pelo valioso acervo científico do Herbário do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB - Carpoteca e Herbário), desenvolveram uma obra pioneira - ”Sistemática de Angiospermas do Brasil”, publicada em três volumes, pelas editoras das Universidades de São Paulo e Universidade de Viçosa, contendo chaves analíticas genéricas ilustradas para identificação dessas plantas. Nessa obra foi adotado o Sistema de Cronquist (1968), aceito na época e, por esse motivo, a família Solanácea está inserida na subclasse Asteridae, ordem Polemoniales representada por 27 gêneros e 362 espécies nativas e/ou subespontâneas  (Carvalho in Barroso et al. 1986).

Atualmente, com os avanços das pesquisas científicas e segundo Angiosperm Phylogeny Group System (APG III,2009) e Website ver. 13 (Stevens,2012) que vem sendo adotados, as Solanáceas situam-se na ordem Solanales. Demais informações sobre número de gêneros e espécies serão atualizadas. 

Por que Morfologia e  Micromorfologia?

A diversidade dos caracteres morfológicos encontrados nas Solanáceas permite o reconhecimento da família, gêneros ou mesmo de um grupo de espécies, por meio de um ou mais elementos significativos. É evidenciada a importância da análise morfológica dos caracteres vegetativos e reprodutivos, quando se pretende dar o nome científico de uma planta.

A descrição morfológica da planta resulta das impressões imediatas, detectadas pela nossa visão no campo e no laboratório, acrescentada pela análise microscópica através de lupa (microscópio estereoscópico), microscópio óptico e microscópio eletrônico de varredura (SEM) definindo com mais exatidão e/ou completando os primeiros exames. Ao melhorar essas descrições, serão assinalados os caracteres morfológicos relevantes para a taxonomia, evolução e filogenia de gêneros, grupos de espécies e espécies, questões debatidas em artigos científicos (Knapp 2001 e 2010) e Crane et al. 2014).

A dificuldade de acesso e até o alto custo do microscópio eletrônico de varredura explicam o número reduzido de estudos micromorfológicos direcionados para a superfície das estruturas vegetais, o que justifica a divulgação de imagens e estudos inéditos, associados à disponibilidade de consulta aos artigos que foram publicados.

Por que e para que a Bibliografia das Solanáceas?

A bibliografia específica é o elemento básico para essas pesquisas, desde os tempos mais remotos que auxilia as pesquisas botânicas nos estudos e interpretações da História, Morfologia, Biogeografia, Taxonomia e Nomenclatura, em especial, a validade das espécies (G.OCampiglia, 1967 e M.N.FGomes ,1991).

A indicação de artigos recentes oferecidas pelos catálogos "Bibliografia das Solanáceas" (1989)”,“ Bibliografia de Plantas Medicinais” (1989 e 1993) e” Bibliografia para Taxonomia das Angiospermae Brasileiras  - Manual para Pesquisas” (2000) com abordagens sobre a Biogeografia, Biologia, Etnobotânica, Filogenia, Fisiologia, Flora, Morfologia, Química e a Taxonomia, são considerados significativos e base de dados para o estudo das Solanáceas e, pretende contribuir para direcionar o leitor aos assuntos gerais e/ou pesquisas mais amplas (revisões taxonômicas e floras regionais).

Os artigos científicos apresentados no “International Symposium - The Biology and Systematics of Solanaceae”, que vem sendo realizados em diversos países (Inglaterra-1976, USA-1983, Colômbia - 1988, Austrália-1994, Holanda-2000, USA-2006 e Suíça - 2012) e publicados sob a forma de livro (de 1979, 1986, 1991, 1999.2001,2007 a 2013, respectivamente), estão aqui ilustrados e associados ao conteúdo dessas publicações.

Outras publicações divulgadas, desta forma, podem ser encontradas no Links para as Floras da Austrália (Symon,1981 e  Haegi et al.1982), América do Norte e do Sul, entre elas, por exemplo, a da Argentina ( Morton,1973) Argentina (Morton,1973), Brasil (Maranhão), Paraguai e Uruguai. ((Hawkes et al.1969). 

Os desenhos e as fotografias representam a beleza e os detalhes morfológicos da planta.

Por que a Galeria de Desenhos e Fotografias?

Na pesquisa científica são indispensáveis para se conhecer as características morfológicas que identificam uma espécie.

 Em uma consulta rápida, por meio dos navegadores da web, ao digitar o nome científico da espécie, surge uma série de imagens, apresentando uma visão da planta solicitada,e assuntos correlatos, um alerta se faz necessário, por vezes, pode se tratar de sinônimo de espécie distinta ou muito raramente uma identificação duvidosa ou ainda imagens misturadas.

Na pesquisa bibliográfica de artigos científicos específicos há informações seguras sobre a variação morfológica, para consolidar o reconhecimento da imagem observada  relativa à espécie.