FLORA - SUDESTE

   

Diversidade Taxonômica das Solanáceas no Sudeste Brasileiro.

Hunziker ( 1979 ) acredita que a maior concentração da diversidade taxonômica da família Solanácea pode ser encontrada na América do Sul. Outros pesquisadores também indicam em seus estudos tal fato para áreas com características geoclimáticas semelhantes.

Symon (1981) considera o hemisfério sul, particularmente a América do Sul, como um dos Centros de Especiação da família.

Nos estudos de Purdie, Symon e Haegi (1982 ) são citadas cerca de 90 gêneros e acima de 2600 espécies com ampla distribuição geográfica nas regiões tropicais e temperadas,a maioria nativa das Américas do Sul e Central.

D’Arcy ( 1991 ) está de acordo com a indicação de que a maior diversidade está na América Tropical em especial na América do Sul, onde cerca de 50 gêneros são endêmicos:entretanto muitas espécies têm ampla distribuição geográfica, como por exemplo as do gênero Solanum.
- E no Brasil?

Surgiu, então o desejo de se conhecer a diversidade taxonômica das Solanáceas brasileiras, incentivados pelas afirmações dos grandes especialistas e pela ausência de dados globais sobre a representação da família no Brasil.

Para atingir esse objetivo e considerando os resultados da lista preliminar da flora do Estado do Rio de Janeiro, iniciou-se os estudos, através do levantamento bibliográfico e das coleções científicas herborizadas, focalizando a região Sudeste.

A família botânica em questão está representada na Região Sudeste por 15 gêneros ( Acnistus, Atheneae, Aureliana, Brunfelsia, Capsicum, Cestrum, Dyssochroma, Heteranthia, Lycianthes, Melananthus, Metternichia, Petunia, Schwenckia, Solanum e Vassobia ) e cerca de 320 espécies.

Ao concluir a análise dos dados obtidos evidenciou-se a necessidade de uma revisão taxonômica e/ou nomenclatural das espécies, inclusive em níveis infra-específicos.
As espécies exóticas subespontâneas, consideradas aclimatadas não são incluídas nesse estudo, apenas as cosmopolitas com ampla distribuição geográfica.

- Os resultados identificam o Sudeste como um provável Centro de Diversidade Especifica para as Solanáceas.

Artigos completos sobre o tema podem ser consultados na Revista Brasileira de Geografia (1996) e Rodriguésia (2001) e os inéditos 2005 e 2008